O restauro do moinho de água permite resgatar e preservar a tradição das técnicas artesanais e tradicionais, sendo uma ferramenta educativa valiosa para a comunidade e visitantes, e honrar o legado dos nossos antepassados. O restauro do moinho representa a conexão entre as gerações passadas e presentes, e tem o objetivo de resgatar e preservar a história e a tradição da região.
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Ao longo dos séculos, a região do Espinhal abrigou moinhos de água para moer trigo, centeio e milho, produzindo pão caseiro. Registros históricos datados de 1242 e 1420 mencionam esses moinhos. Em 1937, havia 37 moinhos na Ribeira da Azenha e 27 na Ribeira do Pisão. No entanto, a maioria deles entrou em ruínas até 1984, restando apenas alguns em funcionamento. Esses moinhos são um importante legado histórico da região, mostrando a relevância da utilização dos recursos hídricos ao longo do tempo.
Na região do Espinhal, há séculos existem moinhos de água ao longo dos cursos de água, como a Ribeira da Azenha, a Ribeira do Pisão e o Rio Dueça. O primeiro registro conhecido desses moinhos remonta a janeiro de 1242, quando Estêvão Peres Espinhal e sua esposa doaram à Sé de Coimbra os moinhos que possuíam às margens do Rio Dueça.
Um inventário de propriedades e rendimentos do Infante D. Pedro em Penela, feito em 1420, menciona moinhos próximos aos pomares do Espinhal, alguns deles em ruínas. Além disso, são citados três moinhos arruinados perto da confluência dos rios Cabra e Cabrela, e outro moinho próximo ao de Palos. Também é mencionado um moinho na Ponte do Espinhal, que estava em ruínas e supostamente pertencia a Santa Cruz. O grande número de azenhas indica a exploração intensiva das ribeiras do Espinhal, embora os moleiros preferissem construir novos moinhos em vez de reparar os existentes, talvez porque ainda tivessem proprietários, apesar de abandonados.
Esses moinhos moíam trigo, centeio e, posteriormente, milho para a produção de pão, que naquela época era feito em casa. Um estudo interessante do Dr. Mário Nunes, realizado em 1937, registrou a existência de 37 moinhos de água na Ribeira da Azenha e 27 na Ribeira do Pisão. Alguns moinhos tinham múltiplos conjuntos de mós, como o de Maria José da Piedade, que tinha três casais de mós, e outros tinham dois casais de mós. No entanto, em setembro de 1984, quando o estudo foi realizado, apenas alguns moinhos ainda estavam em funcionamento na região.
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